O Tempo que me Resta
A Poesia que Torna os Sentimentos mais Reflexivos
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
As Inesquecíves Aulas de Ciências da Irauçubense Fátima Vasconcelos
Por Félix Vasconcelos
Suas Aulas de Ciências eram interessantes,
Fatinha ensinava desde a biologia
À mineralogia aos seus jovens estudantes;
Nós adorávamos a sua metodologia.
Eu viajava, delirava em meus pensamentos,
Me sentia um grande cientista
Na simplicidade de seus ensinamentos
No Paulo Bastos, um colégio cenecista.
Lembro-me que minha equipe fez um catálogo
Das espécies de folhas, uma expedição
Lá na Serra da Lolaia, nada análogo
Em Irauçuba, idéias da Fatinha em ação.
E a visita fascinante que fizemos
À estação de águas em tratamento ?!
Visita pedagógica da qual não esqueceremos;
A visita à Cagece que ensinamento !
domingo, 26 de fevereiro de 2012
A
Dura Vida De Um Abestado
Por
Félix Vasconcelos
Ninguém
nasce abestado por opção!
As
causas são diversas; começa logo
Na
barriga da mãe, na gestação.
Mãe
que falava um triste monólogo.
Seja
ela rica ou pobre gestará mais um abestado,
Um
filho que durante toda a vida será humilhado.
O
abestado tem um rosto bem diferente
Que
deixa dúvida até na sua sexualidade;
É
agressivo porque se sente descontente,
Pois
gostaria, como a maioria, de ter felicidade.
A
tortura psicológica começa em casa; é só humilhação!
Ele
é um lesado, um abestado diz um parente ou irmão.
Com
o passar do tempo, o desprezo cada vez aumenta, ninguém o visita.
A
vida é difícil para os normais, mais difícil ainda
Para
um abestado; aborrecimento que não finda.
É
mais um fracassado da família; o abestado do passado, ainda os irrita.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Pag 24 Alma de Poeta
Alma de Poeta
Por Félix Vasconcelos
O poeta tem a alma muito inquieta
Que aprendeu a indignar-se sem odiar;
Que se apaixona, ama e também protesta;
Sua alma livre tem o universo p´ra vadiar.
Às vezes inspirada, confusa e abestalhada
Sua alma busca a saudade, a felicidade
Quando escreve com a mão acelerada.
Num pequeno instante da eternidade.
domingo, 1 de maio de 2011
Pag 23 Enxada em Mãos Calejadas
Enxada em Mãos Calejadas
Por Félix Vasconcelos
A enxada bate no solo molhado
Pelas mãos calejadas, tão cansadas
Ela faz um furo após o furado
Que colhe as sementes selecionadas;
É a arma da paz que bate com amor
Na terra , desperdando-a para a missão
De germinar as sementes no calor
Do ventre terrestre do meu sertão.
Enxada em mãos calejadas,
Tua lâmina corta, fura
O solo, o ventre terrestre.
Enxada em mãos cansadas,
Amiga da agricultura
Que produz o Pão Celeste.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Pag 22 Escravos dos Prazeres
Escravo do Prazeres
Por Félix Vasconcelos
Você não consegue se controlar
Dos desejos que te conduz a escravidão,
Vive a angústia que pode sufocar
Tua alma que busca a Imensidão.
Deus te dá prazer em contetamento,
É preciso usá-lo em aprendizagem,
Compatilhar sem aprisionamento;
Sexo, o maior deles, sem saganagem.
A gula , a preguiça são prazeres destrutivos
Que te fazem engordar; o infarto vai chegar.
Em breve terá pensamentos depressivos
Que te farão rapidamente desanimar.
Comidas, festas, sexo trazem felicidade;
Amigo, não seja escravo dos prazeres!
Usa-os com muita responsabilidade.
O Amor liberta da escravidão dos prazeres.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Pag 21 Tributo ao Palavreado do Sertão
Tributo ao Palavreado do Sertão
Por Félix Vasconcelos
O palavreado do sertão
Traz muita inspiração
Para poetas, escritores
Gente simples e doutores.
No sertão há palavreado de montão:
Pró módi, cuma, intónci, cangaia, oião;
Até os doutores vão ao sertão para matutar.
A televisão tornou o palavreado mais popular.
Não é virou né,
Até virou inté,
Ver se tornou ispiá,
Falar se tornou prozeá.
O palavreado está na universidade,
Ariano Suassuna deu notoriedade;
Os poemas do Patativa foram até Paris,
A literatura de cordel não está mais por um triz.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Pag 20 Um Padre Libidinoso e Autoritário
Um Padreco Libidinoso e Autoritário
Por Félix Vasconcelos
Ele é fumante, adora uma boa bebida:
Vinho, cerveja, com freqüência.
Quando vêm desejos vis de carência,
Ardentemente a sexualidade é nutrida.
Não pode namorar, casar, ser amado;
Quando termina a missa, o sacristão
Vai à sacristia para auxiliá-lo; então
Diz o padreco: Eu quero ser acariciado!
Para compensar tanta ociosidade
O padreco busca além do prazer
Da gula, outras formas de lazer;
Na bebida embriaga a sexualidade.
Tem muito poder, é uma autoridade
Nas pequenas cidades do interior,
Impõe regras rígidas, que terror!
O padreco é o maior mentiroso da cidade.
Nota do poeta:
Libidinoso aquele que tem desejos sexuais intensos e constante, o mesmo que devasso.
Por Félix Vasconcelos
Ele é fumante, adora uma boa bebida:
Vinho, cerveja, com freqüência.
Quando vêm desejos vis de carência,
Ardentemente a sexualidade é nutrida.
Não pode namorar, casar, ser amado;
Quando termina a missa, o sacristão
Vai à sacristia para auxiliá-lo; então
Diz o padreco: Eu quero ser acariciado!
Para compensar tanta ociosidade
O padreco busca além do prazer
Da gula, outras formas de lazer;
Na bebida embriaga a sexualidade.
Tem muito poder, é uma autoridade
Nas pequenas cidades do interior,
Impõe regras rígidas, que terror!
O padreco é o maior mentiroso da cidade.
Nota do poeta:
Libidinoso aquele que tem desejos sexuais intensos e constante, o mesmo que devasso.
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