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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pag 21 Tributo ao Palavreado do Sertão



Tributo ao Palavreado do Sertão
Por Félix Vasconcelos


O palavreado do sertão
Traz muita inspiração
Para poetas, escritores
Gente simples e doutores.


No sertão há palavreado de montão:
Pró módi, cuma, intónci, cangaia, oião;
Até os doutores vão ao sertão para matutar.
A televisão tornou o palavreado mais popular.


Não é virou né,
Até virou inté,
Ver se tornou ispiá,
Falar se tornou prozeá.


O palavreado está na universidade,
Ariano Suassuna deu notoriedade;
Os poemas do Patativa  foram até Paris,
A literatura de cordel não está mais por um triz.



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pag 20 Um Padre Libidinoso e Autoritário





Um Padreco Libidinoso e Autoritário
Por Félix Vasconcelos


Ele é fumante, adora uma boa bebida:
Vinho, cerveja, com  freqüência.
Quando vêm desejos vis de carência,
Ardentemente a sexualidade é nutrida.


Não pode namorar, casar, ser amado;
Quando termina a missa, o sacristão
Vai à sacristia para auxiliá-lo; então
Diz o padreco: Eu quero ser acariciado!


Para compensar tanta ociosidade
O padreco busca além do prazer
Da gula, outras formas de lazer;
Na bebida embriaga a sexualidade.


Tem muito poder, é uma autoridade
Nas pequenas cidades do interior,
Impõe regras rígidas, que terror!
O padreco é o maior mentiroso da  cidade.


Nota do poeta:
Libidinoso aquele que tem desejos sexuais intensos e constante, o mesmo que devasso.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pag 19 Nenhuma Lágrima Tua Será Perdida


Nenhuma Lágrima Tua Será Perdida
Por Félix Vasconcelos


O bebê se angustia intensamente
Quando ele vai saindo lentamente
Do ventre materno cheio de amor,
A primeira casa, o abrigo protetor.


Ele não quer sair agora, nem mais tarde;
Não adianta espernear, nem fazer alarde.
É a Lei da vida, resta apenas chorar;
O primeiro grito, fá-lo-á respirar.


Qual a última vez que tu choraste?
Faz tempo, não é meu querido irmão?
Chora bobão, o choro irriga o coração!
Quantas oportunidades tu desprezaste!


Não perca a sensibilidade na vida,
Quem não chora se torna violento.
É preciso chorar, ter sentimento;
Nenhuma lágrima tua será perdida.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pag 18 A Lojinha da Dona Valta


A Lojinha da Dona Valta
Por Félix Vasconcelos

A lojinha era realmente uma lojinha,
Pois de tão pequena se chamava assim.
Às vezes Dona Valta trabalhava sozinha,
às vezes com a ajuda do filho Benjamim.

Foi a primeira a vender roupas de bebê;
Tinha: arroz, açúcar, óleo de côco e sapatos,
Não tinha lápis de escrever e nem cartilha de abc;
Dona Valta era amigável, cordial e tinha bons tratos.

A lojinha foi a primeira a vender 
Perfumes da Avon em Irauçuba;
A novidade fez sucesso, você pode crer!
Era um vai-e-vem, um deus-nos-acuda.


As dívidas eram cobradas
Com frases bem elaboradas
Pelos bilheitinhos levados por um menino
Que com certa rapidez chegava ao destino.


Se o cliente não tinha mais dinheiro,
Aceitava-se  galinha para o galinheiro;
Era mais uma forma criativa de pagamento;
O cliente jamais ficava em descontetamento.





quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pag 17 Não Te Esqueças de Pedir a Bença


Não Te Esqueças de Pedir a Bença
Por Félix Vasconcelos


Quando tu não pedes a bença
Aos avós, pais e tios queridos
Sofrerá muito pela vil descrença
Desta atitude dos bons tempos idos.


Talvez te tornes um drogado,
Um vagabundo ou um bandido
Porque não quiseste ser abençoado
Por teus pais ou um parente querido.


Caro amigo, é tão simples pedir
A bença aos pais;
Acredita, Deus vai te ouvir.
Vergonha, jamais!


Portanto valorize a boa tradição,
Peça a bença!
Mantenha este gesto de gratidão;
Tenha crença!

Nota do poeta:
Bença é a forma popular para a palavra bênção.