Visualizações de páginas da semana passada
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Pag 24 Alma de Poeta
Alma de Poeta
Por Félix Vasconcelos
O poeta tem a alma muito inquieta
Que aprendeu a indignar-se sem odiar;
Que se apaixona, ama e também protesta;
Sua alma livre tem o universo p´ra vadiar.
Às vezes inspirada, confusa e abestalhada
Sua alma busca a saudade, a felicidade
Quando escreve com a mão acelerada.
Num pequeno instante da eternidade.
domingo, 1 de maio de 2011
Pag 23 Enxada em Mãos Calejadas
Enxada em Mãos Calejadas
Por Félix Vasconcelos
A enxada bate no solo molhado
Pelas mãos calejadas, tão cansadas
Ela faz um furo após o furado
Que colhe as sementes selecionadas;
É a arma da paz que bate com amor
Na terra , desperdando-a para a missão
De germinar as sementes no calor
Do ventre terrestre do meu sertão.
Enxada em mãos calejadas,
Tua lâmina corta, fura
O solo, o ventre terrestre.
Enxada em mãos cansadas,
Amiga da agricultura
Que produz o Pão Celeste.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Pag 22 Escravos dos Prazeres
Escravo do Prazeres
Por Félix Vasconcelos
Você não consegue se controlar
Dos desejos que te conduz a escravidão,
Vive a angústia que pode sufocar
Tua alma que busca a Imensidão.
Deus te dá prazer em contetamento,
É preciso usá-lo em aprendizagem,
Compatilhar sem aprisionamento;
Sexo, o maior deles, sem saganagem.
A gula , a preguiça são prazeres destrutivos
Que te fazem engordar; o infarto vai chegar.
Em breve terá pensamentos depressivos
Que te farão rapidamente desanimar.
Comidas, festas, sexo trazem felicidade;
Amigo, não seja escravo dos prazeres!
Usa-os com muita responsabilidade.
O Amor liberta da escravidão dos prazeres.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Pag 21 Tributo ao Palavreado do Sertão
Tributo ao Palavreado do Sertão
Por Félix Vasconcelos
O palavreado do sertão
Traz muita inspiração
Para poetas, escritores
Gente simples e doutores.
No sertão há palavreado de montão:
Pró módi, cuma, intónci, cangaia, oião;
Até os doutores vão ao sertão para matutar.
A televisão tornou o palavreado mais popular.
Não é virou né,
Até virou inté,
Ver se tornou ispiá,
Falar se tornou prozeá.
O palavreado está na universidade,
Ariano Suassuna deu notoriedade;
Os poemas do Patativa foram até Paris,
A literatura de cordel não está mais por um triz.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Pag 20 Um Padre Libidinoso e Autoritário
Um Padreco Libidinoso e Autoritário
Por Félix Vasconcelos
Ele é fumante, adora uma boa bebida:
Vinho, cerveja, com freqüência.
Quando vêm desejos vis de carência,
Ardentemente a sexualidade é nutrida.
Não pode namorar, casar, ser amado;
Quando termina a missa, o sacristão
Vai à sacristia para auxiliá-lo; então
Diz o padreco: Eu quero ser acariciado!
Para compensar tanta ociosidade
O padreco busca além do prazer
Da gula, outras formas de lazer;
Na bebida embriaga a sexualidade.
Tem muito poder, é uma autoridade
Nas pequenas cidades do interior,
Impõe regras rígidas, que terror!
O padreco é o maior mentiroso da cidade.
Nota do poeta:
Libidinoso aquele que tem desejos sexuais intensos e constante, o mesmo que devasso.
Por Félix Vasconcelos
Ele é fumante, adora uma boa bebida:
Vinho, cerveja, com freqüência.
Quando vêm desejos vis de carência,
Ardentemente a sexualidade é nutrida.
Não pode namorar, casar, ser amado;
Quando termina a missa, o sacristão
Vai à sacristia para auxiliá-lo; então
Diz o padreco: Eu quero ser acariciado!
Para compensar tanta ociosidade
O padreco busca além do prazer
Da gula, outras formas de lazer;
Na bebida embriaga a sexualidade.
Tem muito poder, é uma autoridade
Nas pequenas cidades do interior,
Impõe regras rígidas, que terror!
O padreco é o maior mentiroso da cidade.
Nota do poeta:
Libidinoso aquele que tem desejos sexuais intensos e constante, o mesmo que devasso.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Pag 19 Nenhuma Lágrima Tua Será Perdida
Nenhuma Lágrima Tua Será Perdida
Por Félix Vasconcelos
O bebê se angustia intensamente
Quando ele vai saindo lentamente
Do ventre materno cheio de amor,
A primeira casa, o abrigo protetor.
Ele não quer sair agora, nem mais tarde;
Não adianta espernear, nem fazer alarde.
É a Lei da vida, resta apenas chorar;
O primeiro grito, fá-lo-á respirar.
Qual a última vez que tu choraste?
Faz tempo, não é meu querido irmão?
Chora bobão, o choro irriga o coração!
Quantas oportunidades tu desprezaste!
Não perca a sensibilidade na vida,
Quem não chora se torna violento.
É preciso chorar, ter sentimento;
Nenhuma lágrima tua será perdida.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Pag 18 A Lojinha da Dona Valta
A Lojinha da Dona Valta
Por Félix Vasconcelos
A lojinha era realmente uma lojinha,
Pois de tão pequena se chamava assim.
Às vezes Dona Valta trabalhava sozinha,
às vezes com a ajuda do filho Benjamim.
Foi a primeira a vender roupas de bebê;
Tinha: arroz, açúcar, óleo de côco e sapatos,
Não tinha lápis de escrever e nem cartilha de abc;
Dona Valta era amigável, cordial e tinha bons tratos.
A lojinha foi a primeira a vender
Perfumes da Avon em Irauçuba;
A novidade fez sucesso, você pode crer!
Era um vai-e-vem, um deus-nos-acuda.
As dívidas eram cobradas
Com frases bem elaboradas
Pelos bilheitinhos levados por um menino
Que com certa rapidez chegava ao destino.
Se o cliente não tinha mais dinheiro,
Aceitava-se galinha para o galinheiro;
Era mais uma forma criativa de pagamento;
O cliente jamais ficava em descontetamento.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Pag 17 Não Te Esqueças de Pedir a Bença
Não Te Esqueças de Pedir a Bença
Por Félix Vasconcelos
Quando tu não pedes a bença
Aos avós, pais e tios queridos
Sofrerá muito pela vil descrença
Desta atitude dos bons tempos idos.
Talvez te tornes um drogado,
Um vagabundo ou um bandido
Porque não quiseste ser abençoado
Por teus pais ou um parente querido.
Caro amigo, é tão simples pedir
A bença aos pais;
Acredita, Deus vai te ouvir.
Vergonha, jamais!
Portanto valorize a boa tradição,
Peça a bença!
Mantenha este gesto de gratidão;
Tenha crença!
Nota do poeta:
Bença é a forma popular para a palavra bênção.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Pag 16 Seu Bento, Seu Bento, Não Sejas Tão Lento !
Seu Bento, Seu Bento, Não Sejas Tão Lento !
Por Félix Vasconcelos
Seu Bento, Seu Bento,
Não sejas tão lento !
Expulsa os padres envolvidos em pededofilia
Estes padrecos não são dignos da sacristia !
Usa os dólares que estão nos cofres tão bem guardados
Para idenizar os meninos, hoje adultos bem pertubados.
Começa vendendo o teu anel
Se tu queres ir para Betel.
Nota do poeta:
Betel ou Beth El vem do hebraico e significa Casa de Deus.
Pag 15 Alguns Cabelos Brancos
Alguns Cabelos Brancos
Por Félix Vasconcelos
Juro por Deus que não foi com alegria
Quando eu os vi, tremi, tive palidez ...
Meus cabelos brancos , um dia eu os teria;
Medo de ficar velho, chegou a minha vez.
Sei que alguns cabelos brancos
Podem me trazer profundas emoções;
Me tornei mais crítico nos bancos
Das praças ao ver velhos cidadões.
Para falar a verdade comecei a gostar;
Algumas mulheres dizem: ficou charmoso.
Será que elas querem me agradar?!
As assanhadinhas dizem: ficou gostoso.
Agora sou mais um senhor reflexivo,
Às vezes otimista, às vezes depressivo.
Os cabelos brancos são a pintura
Natural da vida de uma criatura.
Sei que alguns cabelos braqncos
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Pag 14 Personagens da Minha História
Personagens da Minha História
Por Félix Vasconcelos
Na minha história não concluída
Alguns tiveram capítulos pequenos,
Mal chegaram , já estavam de partida.
Crianças inquietas, velhos serenos;
Adultos desejavam um emprego,
Como ir embora, havia o apego ?!
Às vezes sinto saudades dos personagens,
Dos amigos e parentes que partiram
De Irauçuba para outras paragens.
Em busca de vida melhor, não resistiram
Foram para São Paulo ou para Belém,
Outros não estão mais aqui, estão no Além.
Alguns estão eternizados
Na minha história de vida,
Alimentaram a minha esperança
Num futuro idealizado
Com a cultura adquirida:
A Justiça e o progresso como herança.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Pag 13 O Preço dos Milagres
O Preço dos Milagres
Por Félix Vasconcelos
Os milagres acontecem todos os dias,
Não importa os padre-nossos e as ave-marias.
É a clemência de Deus com o pecador;
Ganha o milagre quem é merecedor.
Os milagres são oferecidos por bandidos
às mulheres e aos homens iludidos.
Vendem-se óleos,velas,água abençoada,
Lecinhos, fitas, terços da Imaculada.
O comércio da fé enricou impostores,
Muita gente,como, padres e pastores.
Os milagres por Deus concedidos
Aos pobres e ricos , são por eles vendidos.
Vós podereis baixar o preço
Dos milagres, Deus vos agradecerá,
Lugares no paraíso vos reservará.
Vos perdoará com apreço;
O dinheiro da vossa ambição
Levará a vossa condenação.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Brincando na Chuva
Brincando na Chuva
Por Félix Vasconcelos
Da minha rua , ansioso eu olhava
Para as nuvens em cima do serrotinho ;
Quando no serrote da raposa nublava
A chuva chegava bem de mansinho .
Com os primeiros pingos que caiam lá ,
Logo a chuva chegava do lado de cá .
Ao lado da minha casa , uma pracinha ,
Imediatamente para lá eu corria .
Havia alegria no rosto de cada criancinha ,
Então eu não resistia e logo sorria .
Meninos sem camisas estavam preparados
Para na chuva serem bem ensopados .
A chuva vinha em nossa direção ,
Logo corríamos na frente dela ,
Mas rapidamente ela caia no chão ;
Molhava do espinhaço até a canela .
Pelas ruas gritávamos de alegria ,
Por todo sertão a chuva se expandia .
Brincávamos de fazer açudes no chão ,
A terra molhada era raspada
Rapidamente com as palmas das mãos .
Criança aqui , outra ali , ajoelhada ,
Pedacinhos de pau na água eram jogados,
Assinar:
Comentários (Atom)










